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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A Importância da Igreja Católica


Todo homem busca a felicidade plena, firme e imperecível. Mas o que será ser feliz? Ser feliz é possuir tudo o que se deseja, é infeliz, quem não possui. E pode ser feliz de modo absoluto alguém sujeito a receios? É claro que não. E pode estar sem receios aqueles que podem perder o que amam, o que possuem? Tudo o que possuímos está sujeito a mundanças, isto é, podem ser roubados ou deteriorados. Isto quer dizer que o homem que anseia por algum bem, não é feliz por não possuí-lo e se ainda sim o possui, não ficará feliz por anseiar perdê-lo. A verdadeira felicidade possui plenitude e segurança, satisfazendo o apetite humano. Nada do que é material satisfaz o homem. E qual é o bem pleno, eterno, imutável e absoluto? Este bem é Deus. Somente Deus é pleno, eterno, imultável e absoluto. Então quem possui a Deus é feliz. A posse de Deus traz a plenitude que é o anseio da alma humana. Em todos os tempos e em todas as nações da terra, existem sistemas religiosos, comprovando o desejo do homem pela posse de Deus. Por sua natureza um inseto não pode desejar conhecer o universo, nem um peixe desejar beber toda a água do oceano. O homem finito, desejar o infinito é como um peixe desejar beber todo o oceano. Portanto, Deus criou o homem com o desejo de conhecê-lo. Criou o homem para um fim sobrenatural. Mas, assim como existe o alimento para o corpo, também a alma possui o seu próprio alimento, que é o conhecimento. Por este motivo, é que Deus deu ao homem a inteligência que tem sede de conhecimento. Assim como o corpo pode receber alimentos bons e saudáveis ou ruins e prejudiciais à saúde, assim também a alma. O bom alimento é o verdadeiro conhecimento, a verdade; o mau alimento é o erro, a mentira. O demônio oferece ao homem um falso conhecimento de Deus, sempre negando a onipotência, a onisciência e a onipresença do Criador. A maioria as religiões possuem coisas construtivas, mas a Verdade é única, pois "várias verdades" até mesmo contraditórias não podem ser reflexo da Verdade única que é Deus. E esta Verdade se manifesta em sua criação, através da Ciência e da História, assim como São Paulo nos ensinou: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis"(Rm 1,20). Mas onde está a verdade? Também São Paulo nos dá uma pista:"A Igreja é a Coluna, e o Fundamento da Verdade" (cf. 1Tm 3,15). Portanto a Verdade só poder ser encontrada na Igreja. E isto é muito propício, pois se Deus é o bem eterno que precisamos e a Verdade é bom alimento para a alma, a Verdade tem que estar na Igreja. Portanto, o bom conhecimento é o ensino da Igreja, a sua doutrina. Alguém poderia perguntar: "Em qual igreja podemos encontrar a verdade, já que vivemos e um mundo em que várias instituições religiosas se intitulam "Igrejas de Cristo"? Nosso Senhor disse: "Eu sou Deus e não mudo" (Mal 3,6). Nosso Senhor Jesus Cristo também afirmou: "Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não passarão." (Lc 21,33). Cristo fundou uma só Igreja, a Igreja Católica Apostólica Romana (1). Colocou seu fundamento sobre Pedro (Mt 16,18), garantiu esta Igreja (Mt 16,19), e confiou a ela a sua Doutrina e prometeu a Sua assistência Divina (Mt 28,20) (2).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Como discernir à luz de Deus


Todos nós passamos por momentos difíceis na vida. Nessas horas parece que ninguém tem resposta para nós, só Deus; mas, muitas vezes, não O escutamos.
Então é frequente ouvir pessoas dizerem que estão em crise de fé. Isso acontece porque muitas vezes baseamos a nossa fé em nós mesmos.
A fé precisa estar baseada em Jesus Cristo e na sua Igreja. A santa Igreja existe há mais de dois mil anos. Tem uma tradição sólida: “Então voltaram para Jerusalém, do monte que se chama das Oliveiras, que está perto de Jerusalém (…). Todos estes perseveraram unanimemente em oração com as piedosas mulheres, e com Maria, Mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (Atos dos Apóstolos 1, 1-42).
É preciso ter desapego de alma para discernir a vontade de Deus. O Senhor nos fala e nos guia por meio do dom do discernimento dos espíritos. Há três tipos de “espíritos” que podem atuar em nós:
1) o bom espírito (que são as boas inspirações vindas de Deus, normalmente através dos anjos, e que nos infundem o desejo de praticar a virtude),
2) o “espírito do mundo” (que nos impele para a satisfação de ambições desordenadas na ânsia de prestígio, dinheiro, poder e prazer antes de todos sensual),
3) o “mal espírito” ou “espírito do demônio” (que nos incita a cometer pelo menos algum dos sete vícios capitais – soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça). Esse “espírito”, que é o “espírito do demônio”, frequentemente se manifesta como anjo de luz, para enganar os incautos.
Na Sagrada Escritura está dito: “O justo vive da fé” (Gal. 3,11), “Reconhecei-o, pois os que são da fé são os verdadeiros filhos de Deus” (Gal. 3,7), e “Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que o que se aproxima de Deus creia que ele existe e que ele recompensa os que o buscam” (Hebreus, 11,6).
Ter Fé consiste em acreditar firmemente em todas as verdades que Deus nos revelou e que a Igreja nos ensina, por parte dela. A Fé é chamada virtude por ser, com efeito, inclinação, hábito da alma, que leva a pessoa à prática do bem. É uma virtude sobrenatural porque não pode ser adquirida com as forças humanas unicamente, mas é formada em nós pela graça e tende para um bem não terreno e natural, e sim para um bem espiritual e eterno.
Esta disposição é comunicada à pessoa por ocasião do batismo. Daí a chamada inocência batismal. É uma tendência da pessoa para aquilo que é verdadeiro, bom e belo. A inocência batismal é perdida quando a pessoa comente pecado mortal.
Hoje em dia, infelizmente, são muitos os pecados contra a Fé. Os mais frequentes são:
a) a negligência em instruir-se pessoalmente das verdades que cumpre saber e crer;
b) falta de zelo e de cautela que possuem a fé e a deixam afrouxar ou perder-se;
c) infidelidade, que consiste em não querer aceitar nem acreditar na autêntica doutrina católica (ou seja, não só a que foi proclamada como dogmática, mas também os ensinamentos dos santos e de autores de ortodoxia comprovada);
d) heresia, pecado de quem nega, teimando, alguma verdade da Fé;
e) apostasia, pecado de quem, tendo sido católico, rejeita a fé católica, passando para a infidelidade ou para outra religião (protestantismo, judaísmo, budismo, etc.);
f) a indiferença prática, ou seja, descuido repetido que leva a pessoa a eximir-se, por um ou outro pretexto, de atos, atitudes ou obrigações que a fé impõe;
h) O respeito humano, que consiste em não ousar manifestar-se como pessoa que pratica atos de piedade por medo da crítica ou do juízo de gente do mundo.
Propriamente falando, a Fé não é resultado dos nossos esforços ou da nossa vontade. É um dom de Deus. O primeiro meio para adquiri-la é primeiramente a graça do batismo. E, depois, para readquiri-la ou conservá-la é pedir esse dom pela oração, como faziam os discípulos: “Senhor, fortalecei e aumentai a nossa fé”.
Ademias a fé se robustece pela instrução religiosa, pelo estudo da doutrina católica nos livros de orientação e leitura, escritos preferencialmente pelos santos legitimamente canonizados ou por quem não adultera os ensinamentos tradicionais da Igreja.

fonte; site do apostolado Sagrado Coração de Jesus

quinta-feira, 17 de maio de 2012

OBRIGADO FLÁVIA! 
OBRIGADO  BETO! 
POR VOCÊS SEREM 
AGENTES DE EVANGELIZAÇÃO 
 NESTE BLOG DA COMUNIDADE!


PARABÉNS FAMÍLIA LEÃO DE JUDÁ!


O CÉU ESTÁ EM FESTA!
A COMUNIDADE CATÓLICA LEÃO DE JUDÁ
COMPLETA 8 ANOS DE FUNDAÇÃO
UM PROJETO NASCIDO NO CORAÇÃO De DEUS pai E ACOLHIDO NO NOSSO CORAÇÃO.
PARABÉNS FAMÍLIA LEÃO DE JUDÁ!

Evangelho do dia



Evangelho (João 16,16-20)

Quinta-Feira, 17 de Maio de 2012
6ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
16“Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo”. 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai?’”.
18Diziam, pois: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: ‘Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis?’
20Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

domingo, 13 de maio de 2012

Feliz Dias das Mães

Obrigado mãe por todo seu amor
Penso em você e morro de saudade
O seu nome vai comigo aonde eu for
Sempre na tristeza ou felicidade

Obrigado mãe por tudo que me deu
Seu carinho, esperança e afeição
Pra você eu sou criança
E quando vem a solidão vou buscar alívio no seu coração

Eu agradeço minha mãe as vezes que me consolou
Em cada lágrima sentida que por mim já derramou

Obrigado pelos beijos e conselhos que me deu
E a vida que você me ofereceu

Obrigado minha mãe por tudo que eu sou
Obrigado mãe que tanto se sacrificou
Fez tudo pra me ver feliz
Capaz de até morrer por mim
Muito obrigada, por me amar assim.
Obrigado mãe por todo seu amor
Penso em você e morro de saudade
O seu nome vai comigo aonde eu for
Sempre na tristeza ou felicidade

Obrigado mãe por tudo que me deu
Seu carinho, esperança e afeição
Pra você eu sou criança
E quando vem a solidão vou buscar alívio no seu coração

Eu agradeço minha mãe as vezes que me consolou
Em cada lágrima sentida que por mim já derramou

Obrigado pelos beijos e conselhos que me deu
E a vida que você me ofereceu

Obrigado minha mãe por tudo que eu sou
Obrigado mãe que tanto se sacrificou
Fez tudo pra me ver feliz
Capaz de até morrer por mim
Muito obrigado, por me amar assim.


Amor de Mãe



Obrigado, mãe
Pelos joelhos dobrados
Cansados em noites de frio
Obrigado, mãe
Por chorar abraçada comigo
Enfrentando os meus desafios
Me ensinando o caminho que devo andar
Me levando pra casa de deus
Me livrando dos laços
Com seus abraços
Sabedoria que Deus lhe deu
Obrigado, mãe
Por colocar na nossa mesa
O alimento tão quentinho
Por cuidar da minha vida
E me dar tanto carinho
Eu louvo o senhor por tua vida
Mulher de deus
Eu te amo, mãe
Até parece que o cordão umbilical nem foi cortado
Se eu pudesse
Eu ficaria o tempo todo do teu lado
Te fazendo um carinho
E recebendo amor
Te agradeço mãe.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mensagem do dia com Monsenhor Jonas Abib



Quarta-Feira, 09 de maio 2012
Mais do que nunca você precisa ser de Deus Esta é a hora de irmos para Deus, de nos abrirmos ao Espírito Santo, de sermos cheios d'Ele, dos dons d'Ele e de vivermos n'Ele. Essa é a hora de Deus!


O mundo está tão perturbado que, hoje, ou você é de Deus ou perece com esse mundo que está desabando. Em meio a tantos problemas, nas situações enfrentadas por você, é o Senhor que vem lhe dizer: agora é a hora de Deus! Mais do que nunca você precisa ser d'Ele. Agora é a hora do Espírito Santo. Nesses tempos, ou você é cheio do Espírito Santo e suporta a pressão desse mundo que desaba ou então vai desabar com ele.


Mas o Senhor é providente, pois desde 1967 Ele tem derramado sobre a Igreja a graça do batismo no Espírito Santo. No passado, não víamos esse derramamento glorioso sobre a Igreja como nos dias atuais.


Se Deus tem derramado seu Espírito nesses tempos é porque a humanidade está sedenta: ou se abre para o derramamento do Espírito Santo e aguenta o redemoinho que o mundo está enfrentando ou então ruirá como uma casa construída na areia. Deixar-se invadir por essa graça que o Senhor está nos oferecendo é como construir uma casa na rocha: tornamo-nos seguros, firmes.


Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova


(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)

São Máximo



Santo do dia

São Máximo Com grande alegria, lembramos São Máximo, bispo de Jerusalém, que entrou para o Martirológio Romano por causa de sua vida de amor a Deus e ao próximo de modo heróico, isto até entrar na glória no ano de 350.


Homem forte, de oração, e responsável no zelo pastoral, São Máximo, pertencente ao clero, já sabia com coragem e sabedoria enfrentar todos os perseguidores romanos. Aconteceu que no seu tempo, começou uma grande perseguição aos cristãos, por isso como modelo e pastor do rebanho foi perseguido, preso, processado e torturado, a ponto de arrancarem-lhe o olho direito e mutilarem-lhe o pé esquerdo, mas nada disso o fez recuar na fé e na fidelidade a Cristo e à Sua Igreja.


Depois da perseguição voltou para Jerusalém e fora aclamado bispo. Desta forma, São Máximo deu seu "máximo" para viver o Evangelho mesmo diante da arrogância dos governantes e hereges que sempre queriam atrapalhar a vida de Igreja de Cristo que é Santa, Una, Católica, Apostólica em suas notas e perseguida em sua história peregrina.




São Máximo, rogai por nós!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA


"Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lc 1,28)

A Imaculada Conceição da Virgem Maria é uma Verdade, que a Igreja discerniu com o tempo, assim como o fez ao ensinar que Cristo possui duas naturezas (a humana e a divina). Neste opúsculo, na medida que o Senhor nos permitir, procuraremos expor esta doutrina mostrando sua perfeita comunhão com as Sagradas Escrituras.
 A DOUTRINA
O credo na Imaculada Conceição da Virgem Maria consiste em que Deus no momento da conceição da Virgem (união da alma com o corpo) impediu que sua alma (criada por Deus) fosse manchada pelo corpo, que possuía o germe corrompido do pecado original. Deus fez isso pelos méritos de Cristo, a fim de preparar o tabernáculo onde Cristo entraria e chegaria ao mundo.
O TESTEMUNHO DE SÃO LUCAS
Uma das provas da imaculada conceição da Virgem Maria está na saudação do Anjo Gabriel. São Lucas, ao registrar que a Maria é Cheia de graça é utilizada a palavra grega  charitoo, que é utilizada na Sagrada Escritura para designar a Graça no sentido pleno ou em toda sua plenitude.
Por esta razão, São Jerônimo, o maior especialista cristão nas línguas sagradas, no séc. IV ao traduzir as Escrituras para o latim (versão conhecida como Vulgata), traduziu a expressão grega como "gratia plena", que em português seria graça plena.
Que plenitude da Graça era essa que Maria alcançou? Era a Graça original, a Graça perdida no tempo em que a nossa natureza humana não estava sujeita ao pecado, mas caiu nele por livre escolha. Deus ao preservar a Virgem da transmissão do pecado original, a transforma em uma Nova Eva, Mãe da Igreja e dos Cristãos.

A NECESSIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO
O pecado é a ofensa a Deus, ele O entristece desta forma, a Segunda Pessoa da Trindade não poderia ser concebido em um ventre sujeito ao pecado. Ora, quando recebemos alguém em nossa casa procuramos deixar a casa em ordem, limpa, para que nossos convidados se sintam bem, se sintam acolhidos. Devemos entender a imaculada conceição da Virgem, como esta arrumação, providenciada pelo próprio Deus, pelos méritos de Cristo, para que Ele pudesse se encarnar.
Uma figura da Imaculada Conceição está no livro de Josué, onde lemos:
"Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar diante de vós o Jordão. Tomai doze homens, um de cada tribo de Israel. Logo que os sacerdotes que levam a arca de Javé, o Senhor de toda a terra, tiverem tocado com a planta dos seus pés as águas do Jordão, estas serão cortadas, e as águas que vêm de cima pararão, amontoando-se. O povo dobrou suas tendas e dispôs-se a passar o Jordão, tendo diante de si os sacerdotes que marchavam na frente do povo levando a arca. No momento em que os portadores da arca chegaram ao rio e os sacerdotes mergulharam os seus pés na beira do rio - o Jordão estava transbordante e inundava suas margens durante todo o tempo da ceifa -,as águas que vinham de cima detiveram-se e amontoaram-se em uma grande extensão, até perto de Adom, localidade situada nas proximidades de Sartã; e as águas que desciam para o mar da planície, o mar Salgado, foram completamente separadas. O povo atravessou defronte de Jericó" (Js 3,11-16) (grifos meus).
Da mesma forma como nos tempos de Josué, o Senhor impediu que as águas do Jordão tocassem a Arca da Aliança, o Senhor também impediu que as torrentes do pecado original tocassem a alma da Virgem no momento de sua conceição, com o fim único de preparar o tabernáculo pelo qual Cristo viria.
Por isso o escritor sagrado deixou registrado: "Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo)" (Hb 9,11) (grifos meus).
Se a Virgem não foi preparada para ser a Mãe do Salvador, ela de forma alguma seria "um tabernáculo mais excelente e mais perfeito ".

RESPONDENDO ÀS OBJEÇÕES

1 - A BÍBLIA AFIRMA QUE TODOS PECARAM
Alguns apresentam como principal objeção à Imaculada Conceição, as seguintes palavras de São Paulo: "com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus" (Rm 3,23).
Essa é uma lei geral, mas sabemos que existem exceções a leis gerais.
Por exemplo, também está escrito: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo" (Hb 9,27).
No entanto o morto que Elizeu ressuscitou, Lázaro, a filha do Centurião, e tantos outros exemplos de pessoas que foram ressuscitadas, morreram duas vezes.
Devemos nos lembrar que São Paulo escreveu em grego. Onde lemos "todos" ele utilizou a palavra  "pas" que também possui sentido mais geral. Esta palavra designa cada indivíduo de um gênero ou grupo se precedida do mesmo, caso contrário ela tem sentido coletivo de forma geral.
Por exemplo, em Mt 1,17 lemos: "Portanto, [todas] as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações" (Mt 1,17).
No português, a palavra "todas" (que coloquei entre colchetes) não aparece, mas ela está presente no original grego, onde o versículo começa da seguinte forma: "oun pas genea". A expressão "pas genea" significa "todas as gerações". Assim o escritor sagrado quer deixar bem claro que de Abraão até Davi, TODAS as gerações sem exceção foram quatorze.
"Sua fama espalhou-se por toda a Síria: traziam-lhe [todos] os doentes e os enfermos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos. E ele curava a todos" (Mt 4,24).
Assim como no exemplo anterior, a palavra "todos" que não aparece no português, está presente no original grego. A expressão "todos os doentes" foi escrita em grego como "pas kakos echo". Aqui também o escritor sagrado quer deixar bem claro que Jesus curou TODOS os doentes que lhe trouxeram, sem exceção.
Já que demonstramos o uso de "pas" na totalidade, vamos demonstrar o uso de forma geral.
Por exemplo, ainda em Mateus lemos: "Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mt 10,22). Em grego o versículo começa da seguinte forma: "kai esomai miseo hupo pas dia mou onouma". A expressão  "hupo pas dia mou onouma" significa "por todos por causa do meu nome ".
Aqui o evangelista está se referindo a "todos" de forma geral, não a todos sem exceção, pois, nem todos os homens odiaram os cristãos por causa de Cristo.
O que queremos demonstrar é que "pas" como foi empregado por São Paulo, não tem o sentido de TODAS as pessoas sem exceção, mas significa as pessoas de forma geral. Além do mais, se quisermos dar a  "pas" um emprego que o Apóstolo não deu e que pela exegese bíblica ela não tem, cairíamos em heresia, pois deveríamos afirmar que Cristo também pecou, já que também era homem. Se "todos" são todos os homens, por consequência, deveríamos negar que Cristo é verdadeiro homem. Se Cristo foi exceção, por que não poderá ter havido outras exceções? Estaria Deus limitado a operar tal milagre?
Lamento muito, mas Rm 3,23 não pode ser usado para negar a Imaculada Conceição da Virgem Maria.
2 - MARIA NÃO PODE SER IMACULADA, POIS AFIRMA QUE DEUS É SEU SALVADOR

Outra tentativa para negar a Imaculada Conceição da Virgem, são as palavras dela mesma conforme o testemunho de São Lucas: "E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador" (Lc 1,46-47).
Sinceramente, eu não vejo como a Graça de Deus operada na Virgem possa negar que este mesmo Deus seja seu o Salvador. Seria o mesmo que dizer que Deus não é o salvador de Elias, por tê-lo arrebatado em vida.
Um bombeiro que tira alguém soterrado em um buraco ou que impede que alguém caia e seja soterrado em um buraco, por acaso não foi o salvador de ambas as vidas?
Muitos cristãos creem que Moisés não morreu de fato, devido ao mistério que a Escritura coloca sobre sua morte. Se Deus realmente ressuscitou Moisés, por acaso deixou Ele de ser seu Salvador?
São Paulo no ensina que "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (1 Cor 15,14) e ainda "E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, e ainda estais em vossos pecados" (1 Cor 15,17).
Isso mostra que Jesus se tornou nosso Salvador após Sua morte e ressurreição. Então, como Deus poderia ter sido o Salvador da Virgem no momento da anunciação? A resposta é simples: da mesma forma como foi o Salvador de Elias e Moisés, isto é, através de uma operação extraordinária da Sua Graça. Desta forma, as palavras da Virgem Maria não negam o milagre nela operado, ao contrário, só o confirmam, pois ela declara que Deus é o seu Salvador, mesmo antes do mesmo ter nascido, morrido e ressuscitado.

3 - JESUS NÃO NECESSITARIA QUE SUA MÃE FOSSE IMACULADA, POIS PODERIA OPERAR NA SUA PRÓPRIA CONCEIÇÃO O MILAGRE QUE OS CATÓLICOS CREEM QUE FOI OPERADO NA VIRGEM.
Primeiramente, com exceção dos Adventistas, todos os cristãos concordam que Jesus era imaculado. E isto está mesmo presente no ensinamento Paulino, onde lemos:
"Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo e que nos últimos tempos foi manifestado por amor de vós" (1 Pd 18-20) (grifos meus).
Uma coisa é ter pecado em Adão e outra coisa é pecar pessoalmente. Pecar em Adão é nascer com a mancha do pecado original. Pecar pessoalmente é cometer algum pecado.
São Paulo quando afirma que Jesus era imaculado, testifica que Ele em sua natureza humana não possuía a mácula do pecado original, por isso chama o Senhor de "o Cordeiro imaculado". E para confirmar que Jesus não possuía o "defeito de fabricação" que a natureza humana herdou de Adão, complementando "e sem defeito algum". Então São Paulo nos ensina que Jesus é "o Cordeiro imaculado e sem defeito algum" do pecado de Adão.
É verdade que o mesmo milagre que nós católicos cremos que Jesus operou em Sua Mãe, ele poderia ter operado na sua própria conceição. Mas como já expomos, e queremos lembrar, o pecado é a ofensa a Ele, por isso ele JAMAIS poderia ser concebido num ventre sujeito ao pecado.
Também devemos lembrar que o "precioso sangue de Cristo" é o mesmo sangue de Maria. Os cromossomos do Senhor são 100% marianos.
Por isto, Salomão inspirado pelo Espírito Santo profetizou sobre a encarnação do Verbo: "A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado" (Sb 1,4). E por esta mesma razão o autor de Hebreus, chama o ventre de Maria de "um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo)" (cf. Hb 9,11).
Fonte: www.veritatis spledor  
Revisão: Leonardo Oliveira.